quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Society

O coração bateu acelerado quando olhou para baixo.  A visão do que lhe aguardava lhe deu enjoo e fez com olhasse para trás. Respirou fundo e olhou para a frente novamente. Sabia que não podia olhar para trás, já tinha passado por muito para chegar ali. estava cansado. Acima de tudo, estava cansado. Cansado de tentativas frustradas, da dor física que sentia depois, da dor no peito que sentia depois, da dor nos olhos das pessoas que o olhavam, do tom de pena que sempre ouvia, e da indiferença que recebia quando aparentava estar bem. Ninguém o escutava. Quer dizer, é claro, escutavam, somente no momento que ele falava.Após isso. Sumia. Ninguém mais lembrava. Ele lembrava, ele ainda sentia. Ele estava cansado. Olhou novamente para baixo, o coração não chegara a desacelerar, mas ele sentiu outra dose de adrenalina ao olhar novamente. Era tarde da noite. Não precisava se preocupar com curiosos ou com mais nada. E era isso que ele queria, não precisar se preocupar mais, não precisar se importar mais, não precisar mais sofrer sozinho. Porque no final das contas era isso. Por mais que nunca estivesse sozinho, sempre estava. Por mais que estivesse sempre rodeado de amigos, e pessoas que diziam se importar, por mais que sua família estivesse ali, nunca se sentia com alguém realmente ali para ele. O vento bateu forte  e frio, aproveitou a sensação e se perguntou se seria semelhante, até chegar ao final. Se perguntou se iria doer. Parte queria que sim, e parte rezava para que não. Olhou para baixo uma última vez. Estava pronto. escutou algo. e viu.



"Society, have mercy on me
Hope you're not angry if I disagree...
Society, crazy indeed"

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Memórias

            
Chegou em casa, as memórias ruins se misturavam com as boas e criavam uma gigantesca confusão em sua cabeça. Foi direto para o quarto sem se preocupar em olhar mais nada que se passava na casa. chegou no quarto fechou a porta e tirou as roupas que lhe serviram durante o dia e colocou algo mais confortável.  Sentou-se na cama, as memórias bem dividias na cabeça, as boas, no passado, as ruins, muito próximas. Sabia que não podia fazer muita coisa. então simplesmente começou a chorar. Chorou por seus problemas, cada um deles passou por sua cabeça, e depois de tanto chorar suas lagrimas acabaram. Nesse momento se instalou aquela calmaria que só se tem depois de chorar o máximo. Com a calmaria, veio o cansaço, poucas coisas cansam tanto quanto chorar até não conseguir mais. Com a cabeça pesada se viu deitado na cama olhando para o teto. Sabia que logo iria dormir e ter algumas horas de paz. Infelizmente para ele isso não era verdade, e mesmo no plano dos sonhos suas memórias não o perdoaram. Quando acordou estava pior do que estava quando dormiu e resolveu sair de casa. quem sabe um longo dia o salvasse. Infelizmente, ele estava novamente enganado. O dia se estendera e fora horrível novamente, chegou em casa, as memórias ruins se misturavam com as boas e criavam uma gigantesca confusão em sua cabeça.