segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Uma nova mensagem



Estava deitado olhando para o teto sem nada melhor para fazer do que jogar sua pequena bolinha para cima. Já estava ali a algum tempo agora, e não sentia a mínima vontade de fazer outra coisa, não que estivesse divertido, muito pelo contrário, mas ficar daquele jeito o ajudava a pensar melhor. Jogou a bolinha mais uma vez e a pegou com a mão quando ela caiu. Sorriu ao pegar a bola, estava nervoso, estava nervoso com o que era, o que tinha sido e o que seria. Queria fazer algo para mudar, mas por mais motivado que ele ficasse, saberia que no dia seguinte na hora de colocar em prática, acabaria não fazendo nada, e no final do dia terminaria jogando uma estúpida bolinha para cima sozinho no seu quarto. Cansado de jogar a bola para cima, deixou ela cair na cama e rolar para o chão, onde quicou várias vezes antes de rolar até a parede e ficar imóvel. Com algum esforço se levantou da cama, e sem se preocupar em acender as luzes caminhou em direção a cozinha preguiçosamente. Coçando levemente a cabeça só pelo prazer de coçar, abriu a geladeira e olhou o que tinha dentro, nada comestível chamou sua atenção, então sentiu-se satisfeito em retirar a garrafa de água da geladeira e beber da garrafa mesmo. Guardou o recipiente e voltou a andar para o seu quarto, quando estava na porta mudou de ideia e seguiu para o banheiro, despiu-se despreocupadamente e ligou o chuveiro na água quente, se encostou na parede e escorregou lentamente até ficar sentado, a água quente escorria pela sua cabeça e corpo, colocou a cabeça entre os joelhos e ficou lá apreciando o momento e pensando no que devia fazer, se sentia cansado e a posição junto da água quente começavam a lhe dar sono, então se levantou e saiu do banho. Colocou uma roupa confortável e se preparou para se deitar, quando sentou na cama reparou em sua pequena bolinha no canto do quarto, com o pé a trouxe para perto de si, e a pegou, apagou as luzes, colocou uma musica que achava que combinava com o momento que estava. E sozinho no escuro continuou a jogar a bolinha para o alto, depois de joga-la por um tempo ele errou e ela acertou seu rosto, caindo da cama e se perdendo no escuro do quarto. Pensou em procura-la, mas desistiu quando o cansaço fez o corpo reclamar da ideia de se levantar, então resolveu se ajeitar em suas cobertas, e ficou contente quando o sono começou a chegar. Quando estava prestes a dormir sentiu a cama tremer, olhou com olhos semi fechados e viu seu celular acesso. Leu na tela: Uma nova mensagem. Hesitante, pegou o celular, olhou para o aviso durante alguns segundos, com um sorriso triste desligou o celular sem ler a mensagem, pois sabia que independentemente do conteúdo ela só o faria se sentir pior, soltou o  telefone e se ajeitou nas cobertas, melhor do que se preocupar com tudo que o assolava, lhe pareceu mais fácil, simplesmente, dormir.

domingo, 2 de setembro de 2012

Era



Era um final de tarde agradável e lhe parecia suficientemente bom continuar deitado em sua cama olhando o vento bater nas arvores pela janela de seu quarto. Era um daqueles domingos preguiçosos que ninguém gostaria de ter que se mexer mais do que o necessário e que ninguém passava na rua e um silêncio agradável se instalava na região. Era um daqueles dias, em que não vemos nuvens no céu, e o calor aumenta ainda mais a vontade de nada fazer. Era um daqueles momentos em que não se tem vontade de falar com ninguém e quando o celular toca, não se faz nada alem de olhar quem era a pessoa na ligação. Era uma daquelas tardes, em que mesmo tendo muito o que fazer, para poder enfrentar a semana, prefere desperdiçar o precioso e pouco tempo que se tem fazendo nada. Era um daqueles dias em que o vento balança as árvores de forma agradável e o movimento delas o ajuda a pensar em várias coisas, umas boas e agradáveis, lembranças de uma época feliz e descompromissada, outras nem tanto e que talvez fosse preferível não se pensar. Era uma tarde daquelas paradas, mas que de alguma forma, que não sabia bem o por que, trazia um sentimento de  felicidade, e que o fazia esperar contente, o tempo passar sem fazer nada, sem tolas preocupações futuras. Era somente uma tarde como qualquer outra,  mas ele gostaria que ela pudesse demorar uma Era.