domingo, 2 de setembro de 2012

Era



Era um final de tarde agradável e lhe parecia suficientemente bom continuar deitado em sua cama olhando o vento bater nas arvores pela janela de seu quarto. Era um daqueles domingos preguiçosos que ninguém gostaria de ter que se mexer mais do que o necessário e que ninguém passava na rua e um silêncio agradável se instalava na região. Era um daqueles dias, em que não vemos nuvens no céu, e o calor aumenta ainda mais a vontade de nada fazer. Era um daqueles momentos em que não se tem vontade de falar com ninguém e quando o celular toca, não se faz nada alem de olhar quem era a pessoa na ligação. Era uma daquelas tardes, em que mesmo tendo muito o que fazer, para poder enfrentar a semana, prefere desperdiçar o precioso e pouco tempo que se tem fazendo nada. Era um daqueles dias em que o vento balança as árvores de forma agradável e o movimento delas o ajuda a pensar em várias coisas, umas boas e agradáveis, lembranças de uma época feliz e descompromissada, outras nem tanto e que talvez fosse preferível não se pensar. Era uma tarde daquelas paradas, mas que de alguma forma, que não sabia bem o por que, trazia um sentimento de  felicidade, e que o fazia esperar contente, o tempo passar sem fazer nada, sem tolas preocupações futuras. Era somente uma tarde como qualquer outra,  mas ele gostaria que ela pudesse demorar uma Era.

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