O vento era frio, seco, cortante. A cada rajada seu cabelo se mexia de forma rebelde, mas sem incomodar o homem que se preocupava com outras coisas. Ele andava por ali sozinho,
com o copo na mão, na beira da estrada que já não deveria estar movimentada. Aparentemente era uma noite como qualquer
outra, mas para ele era um pouco diferente. Solitário o homem continuava seu caminho
como se nada mais importasse alem de dar mais um passo para frente. O silêncio
era tão cortante quanto o frio e depois de andar por muito tempo parou para
olhar o céu em busca de estrelas, porém o céu da cidade sabe esconder as
coisas. O homem com um sorriso besta no rosto voltou a andar enquanto pensava.
Quando se deu por satisfeito disse para si mesmo na beira da estrada:
- É, realmente estou sozinho, até as estrelas me
abandonaram.

Nenhum comentário:
Postar um comentário