terça-feira, 21 de agosto de 2012

Estrelas


O vento era frio, seco, cortante.  A cada rajada seu cabelo se mexia de forma rebelde, mas sem incomodar o homem que se preocupava com outras coisas. Ele andava por ali sozinho, com o copo na mão, na beira da estrada que já não deveria estar movimentada. Aparentemente era uma noite como qualquer outra, mas para ele era um pouco diferente. Solitário o homem continuava seu caminho como se nada mais importasse alem de dar mais um passo para frente. O silêncio era tão cortante quanto o frio e depois de andar por muito tempo parou para olhar o céu em busca de estrelas, porém o céu da cidade sabe esconder as coisas. O homem com um sorriso besta no rosto voltou a andar enquanto pensava. Quando se deu por satisfeito disse para si mesmo na beira da estrada:
- É, realmente estou sozinho, até as estrelas me abandonaram.

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